28 abril 2010

Vamos ser solidários com a CERCIMA

A Cercima Alcochete/Montijo vai promover no próximo dia 01 de Maio, um jantar de solidariedade no Clube Náutico do Alfoz em Alcochete.
Esta iniciativa pretende tem como objectivo a angariação de mais receitas para esta Instituição de cariz social.
O jantar tem inicio pelas 20 horas e será acompanhado da realização de um espectáculo de fados e de um leilão assim como de sorteios de bilhetes para corridas de toiros, jantares e dormidas.
Os interessados em participar podem e devem efectuar a sua reserva através dos contactos 21 230 85 10 ou por mail: cercima.geral@gmail.com

Juntos podemos ajudar mais!

27 abril 2010

AQUI HÁ RATO...

Caros munícipes e visitantes:
No passado dia 16-04-2010, surgiu no Jornal do Montijo uma informação geral em que, as consultas dos utentes da extensão de saúde de Sº Francisco era transferida para o Centro de Saúde de Alcochete.
Muito embora tenha havido uma clara violação por parte do governo onde o Ministério da Saúde fica uma vez mais muito mal na fotografia.
O protocolo assinado entre a Administração Regional de Saúde de Setúbal (ARSS), com os eleitos de Sº Francisco a 2-11-92, onde no ponto 2 da clausula fazia saber que a(ARSS) fazia deslocar aquela extensão de saúde um médico e um administrativo, todas as segundas, terças e quintas-feiras através do Centro de Saúde de Alcochete.
“AQUI HÁ RATO”, também ficou a saber que os eleitos locais desta freguesia tinham sido informados a decisão por parte da directora executiva do agrupamento do Centro de Saúde do Arco Ribeirinho (ACES), Maria Manuela Marques e pelo presidente do concelho clínico Francisco Gouveia.
É claro, eu como munícipe do concelho, lamento veemente mais esta atitude do Ministério de Saúde e seu governo PS, que queiram reduzir custes e pessoal, deixando assim centenas de utentes nesta freguesia sem médico, até porque esta é uma das freguesias que se encontra em franca expansão populacional.
Mas acima de tudo o que mais lamento, é que os eleitos para aquela freguesia já saberem deste caso e nada tenham feito junto da população e da própria autarquia, de forma a solucionar este melindroso assunto, para que junto deste organismo fossem realizadas plataformas de resolução.
Como também a própria autarquia fora apanhada de surpresa com esta notícia que saíra no mesmo Jornal regional, no entanto, vejamos meus caros munícipes e visitantes da blogosfera, como estes senhores se comportam em politica.
O presidente e seus eleitos pelo PS, pediram uma reunião com o Governador Civil de

Setúbal Manuel Malheiro, este deslocou-se aquela freguesia na manhã do dia 15-04-2010 afim de tentarem entre cunhas desbloquear este assunto junto da Ministra da Saúde, o Governador demonstrou toda a sua solidariedade com este órgão local.
Atitude esta. Que tem muitos precedentes anteriores e demonstra como
este partido age e se movimenta com os seus meios numa politica desordenada.
“AQUI HÁ RATO”, que tem vindo a denunciar todas as artimanhas politica e mentiras que vão acontecendo no nosso concelho por parte destes senhores, que tentam a todo o custe denegrir e manchar a imagem do executivo eleito da CDU da Câmara transmitindo informações erradas aos munícipes do concelho.
Ao receber na minha caixa de correio o comunicado da Câmara Municipal, esta encontra-se solidária com a população da Freguesia de Sº Francisco e com os eleitos locais, que tudo vão fazer para que seja desbloqueada este melindroso assunto.
Mas “AQUI HÁ RATO”, vai mais longe em afirmar que, este caso deveria ser desmascarado junto da opinião pública pela CDU, onde o PS uma vez mais tem

contribuído para o mal-estar das populações no concelho, esta é mais uma prova cabal de tais actos frequentes…
Como cidadão município, atento que sou aos acontecimentos deste concelho e porque esta questão é revoltante, não deixarei cair em saco roto este assunto, que futuramente trará mais desenvolvimentos.
Estes são aqueles em que o povo confia?

Saudações Alcochetanas

In Alcochete Actual 22-4-2010

26 abril 2010

ATILHOS E ATALHOS POLÍTICOS

Alguém um dia dizia de forma educada:
-Vivemos num país de ca(ra)melos!Talvez o sujeito se referisse ao deserto de jamé…
Talvez, esse senhor se esquecesse de dizer, ou simplesmente pretendia com a
mesma expressão dizer, Oásis do Sul.
Como é engraçado eu ver os meus governantes a abocanharem tudo o que podem,
onde a justiça se alheia fazendo vista grossa ou simplesmente ignorando tantos abocanhes…
O distrito de Setúbal tem sofrido grandes prejuízos de investimento económico em toda a região, talvez seja por ser de outras cores que não o rosa…
Como é possível tanta arrogância e mentira junta?
Depois de tanta suposição de corrupção, para que o povo deixe de pensar,
desviando assim as atenções dos problemas mais importantes que o país atravessa.
Congelamentos de salários, aumentos de impostos (dizem eles que não),
querendo-nos passar atestado de estupidez, entre outros adjectivos que não uso escrever.
Então agora é o PEC, Porcaria Ecológica Controversa, senão vejamos:
- Porcaria com tanta corrupção, falências fraudulentas, fugas aos impostos
para lugares paradisíacos, autênticos malabarismos financeiros,
entre outras dúvidas que envolvem milhões.
Ecológicas, é o tempo que o povo levará a apertar o cinto, porque no fim de algum tempo, não haverá mais furos para fazer nos cintos, estagnação do país a todos os níveis.
Muito embora se continue a insinuar e a perspectivar novos investimentos nas energias renováveis, é claro que tudo ficará na mesma.
Controversa, será sempre alguns tentarem apontar, difamar, divagar sem que as vozes dos burros cheguem ao céu (a do povo), que continuará, ordeiro, encolhido, obediente, e sempre sorridente neste país de abocanhes…
Entre atilhos e atalhos vejo o projecto do futuro do país, a politica cada vez será pior,
a miséria, a fome e os fracos recursos alimentares podem levar com que o povo
se indigne e revolte-se contra ao estado.
No fundo, é sempre tudo do mesmo, quem muito tem fica quieto, quem nada possui se revolta e morre, no final o brinde calha sempre aos mesmos tal como a fava aos que nada têm.
Portugal tem condições para sair da crise que, eles, os ricos donos do grande monopólio conseguiram colocar o mundo.
Se todos os recursos existentes no país fossem activados, nós não necessitaríamos
de importar tanto como o temos feito, por que não fazermos o contrário?
Bom, muito é os interesses que envolvem intermediários, colocados para tal efeito,
vejam o que têm feito os diferentes governos, entrega de subsídios por tudo e por nada,
para não semearem, não produzirem, quando as colheitas são boas tudo é deitado
ao lixo sem que os nossos produtos sejam escoados para o mercado nacional.
Agricultura, pesca, etc…

assim fica a minha visão Atilhos e Atalhos Políticos…

(in Alchete actual: 26 de Abril)

24 abril 2010

Uma grande ajuda num pequeno gesto!

Hoje, vou abordar um tema que jamais devemos esquecer. Vou falar dos Soldados da Paz (Bombeiros) e em particular dos Voluntários de Alcochete.
Ainda me recordo do quartel situado na Rua do Mercado, mesmo ao lado da praça como outrora e ainda hoje é vulgarmente conhecido este espaço de comércio de legumes, frutas e peixe.
Já lá vão alguns anitos e eu, tal como tantos outros miúdos, deixava-me fascinar por cada segundo em que admirava o interior deste quartel, os bombeiros, as ambulâncias e os desenhos pintados nas mesmas, elaborados manualmente pelo Senhor José Barrinha. Os carros de fogo e tudo o que o nosso subconsciente consegue absorver, faziam parte da nossa imaginação. Era um sonho que despertava por entre as paredes do velhinho quartel, que guardava tantas e tantas memórias em cada rosto dos muitos homens e mulheres que envergavam a farda azul celeste.
Eu segui esse sonho!
Foram 5 anos de grande solidariedade, amizade e sobretudo de muito empenho e esforço por uma causa tão nobre como é servir a humanidade e Alcochete.
Foram muitos aqueles que com tamanha paciência me ensinaram a crescer, a desenvolver conhecimentos para que posteriormente na prática pudesse honrar a farda dos Bombeiros Voluntários de Alcochete. Atrevo-me a dizer que a vida, ali, ganha outro sentido, outro significado. Crescemos enquanto homens e aprendemos a valorizar cada instante das nossas vidas. Foi a partir daqui que vi e assisti a situações que nunca imaginei existirem, incêndios de grandes proporções, destruições de bens, acidentes de gravidade infindável, lutas de vida e morte, mas também a momentos de grande camaradagem, momentos únicos vividos intensamente por verdadeiros colegas, cujo único propósito, em qualquer hora do dia e noite, é o de salvar mais uma vida.
Nessa altura, surgia um miúdo que desde logo se destacava pela sua dedicação, o seu empenho, a sua força de vontade em aprender…esse miúdo, de nome Paulo Vieira, é, hoje, o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Alcochete, corporação a que eu me orgulho de ter pertencido e da qual guardo no meu coração os momentos que ali vivi, na companhia de todos os membros Activos e do Quadro Honorário.
Ainda no outro dia, estava eu junto à casa onde resido, uma noite invernosa…demasiado frio para andar na rua e a chuva era uma constante, quando de repente me apercebi que caminhava na minha direcção, com muitas dificuldades, um senhor idoso, com ar de perdido. Era um utente da Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, que procurava o seu regresso, mas por paragens bem distantes das pretendidas. Não estava em condições de o transportar, liguei para os bombeiros, expus a situação e uns instantes depois, ali estavam eles, com uma simpatia que irradiava nos rostos de quem procura o Bem. Ainda me agradeceram, quando na realidade quem tinha de agradecer era eu por mais esta manifestação de solidariedade, de carinho para com o próximo.
Sei das inúmeras dificuldades, sobretudo financeiras, que a Corporação dos Bombeiros da minha terra atravessa, por isso não podia deixar de lançar aqui um repto. A população de Alcochete não pode permitir que os nossos Soldados da Paz não disponham das condições mínimas de actuação, independentemente das responsabilidades governamentais e da própria autarquia.
Já lá vão alguns dias, li na imprensa nacional que os Bombeiros de Alcochete, face a uma determinada avaria na viatura de desencarceramento, devido aos anos que a mesma possui, não conseguem ter no seu parque automóvel mais nenhuma viatura com estas características, o que é naturalmente grave atendendo à posição geográfica em que este nosso concelho está inserido, bem junto da Ponte Vasco da Gama, onde acontecem inúmeros acidentes.
Podemos não conseguir modificar o mundo, mas estou convencido que TODOS JUNTOS podemos melhorá-lo significativamente! Se porventura ainda não é associado dos Bombeiros, não espere para amanhã, torne-se já hoje sócio! Seja ou não associado, aceite este meu desafio, faça um donativo, ou na sede ou para o NIB: 001000002303978000158, um simples euro poderá fazer a diferença.
Uma grande ajuda num pequeno gesto! O seu…o meu…o nosso!

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

23 abril 2010

DIVULGAÇÃO

19 abril 2010

Caros visitantes deste espaço do concelho de Alcochete.

É com muita tristeza e consternação que informo todos os residentes e visitantes que, os forcados do concelho se encontram de luto.
Faleceu no sábado o jovem Ricardo Mota, forcado dos amadores de Alcochete com apenas 21 anos, jovem esse que era natural do Porto Alto, vítima de um acidente de viação.
Como condómino deste espaço endosso as minhas condolências a todos os seus familiares como também ao grupo que pertencia, Forcados Amadores de Alcochete.

15 abril 2010

AQUI HÁ RATO (IV)

Nesta rubrica de “AQUI HÁ RATO”, tenho abordado alguns temas de análise politica que têm surgido em artigos de opinião na Imprensa local, este é mais um caso onde a minha opinião vale o que vale no concelho em que vivo, como munícipe e pessoa atenta que tenho sido sempre por tudo que diga respeito ás nossas gentes.
Na última Assembleia Municipal de Alcochete, onde foram debatidas as várias taxas de utilização referentes aos espaços da competência da autarquia, ou seja o
“ REGULAMENTO DE TAXAS E LICENÇAS MUNICIPAIS”, aliás lei que nº53-E/2006 aprovada em plena Assembleia da Republica a 29 de Dezembro, onde as obriga única e exclusivamente as autarquias a fundamentar os aumentos taxados ao ponto de vista económico-jurídico, de forma que quem paga saiba o que paga, não sendo imposto limites máximos ou mínimos.
Ora em relação á bancada do PS que votou contra o documento proposto, caso que não é virgem, pois este partido tem vindo a adoptar uma estratégia de contradição, senão vejamos:
Não foi este mesmo partido que aprovou e implementou esta lei?
Será que o PS de Alcochete não pertence ao do resto do país?
Ou será que andamos a brincar ás politiquice…?
Meus caros munícipes, é fácil contribuir com nada…
Eu também não concordo com algumas taxas impostas, mas no entanto compreendo o executivo eleito, nos tempos de correm onde este governo contribuiu de que maneira para este agravamento que todos estamos a atravessar, torna-se importante serem reajustadas algumas taxas de utilização.
Se todos os munícipes querem ter acesso aos mesmos com condições dignas, estes serviços devem ser pagos de outra forma, ou seja, utilizador pagador.Deixo aqui dois exemplos para reflexão:Alcochete possui equipamentos desportivos que têm colocado ao serviço de todos os munícipes por uma taxa irrisória de utilização por hora.
Se um munícipe for a um Ginásio particular quanto é que paga?
É incomprensível a vontade politica da bancada do PS, que ao contrário do PSD que nesta matéria manteve alguma coerência com a sua abstenção, na minha opinião bem, neste regulamento de alterações de taxas e licenças municipais.
Por último deixo uma reflexão em “AQUI HÁ RATO”, será que os motoristas dos autocarros são obrigados a trabalhar gratuitamente para as instituições que solicitam esse transporte?
È claro que os senhores da bancada do PS não sabem do que falam ou então andam distraídos…
Bom, isso deve ter as suas razões, pelo passado recente…

Saudações Alcochetanas

11 abril 2010

SOU, PORQUE SOMOS

Ao ouvir hoje o novo presidente do PSD, serei certamente um dos muitos milhares de portugueses que voltam acreditar numa esperança para o pais.
O tempo urge em se ataque a doença que o Estado padece, mas não se pode deixar de aplicar medidas para que no futuro voltemos aos mesmos do erro do passado.
É verdade que todos seremos importantes e a vida de cada um terá valor se soubermos compreender todos aqueles que estão ao nosso lado, mais próximos ou mais distantes, quer fisicamente ou noutra qualquer característica.
Sou dos que há muito se dedica a causas públicas e serviço público e não deixo de acreditar que podemos estar sempre a construir algo de melhor para o futuro, nem sempre isso tem acontecido na última década e meia.
Acredito que seja possível rever a Constituição da República, com rasgos socialistas, reformar as Autarquias e muito mais que fica para ser detalhado num futuro.
Alcochete, está num período de estagnação e deve começar a preparar para fazer a tal mudança e desenvolvimento que tanto carece. Avizinha-se um ciclo diferente para o país, os cidadãos de Alcochete deveriam perceber e contribuir para que acertássemos o passo com o poder central.

08 abril 2010

AS TRISTEZAS SÃO COMO AS PALAVRAS

As palavras são fórmulas de divagação, umas compulsivas outras não!
As palavras servem para informar, nunca o desinformar…
Os sonhos variam entre fracassos, realidades, ou não!
Depende quem as tenha…
As certezas do presente são interrogações do futuro!
Porque as certezas do presente, em continuação se perdem, evaporam…
Assim sendo, o passado também virou incertezas descabidas, onde pequenos espaços coloridos transformaram o futuro menos risonho.
Talvez porque outrora alguém o pintou dessa forma, em consciência, por incompetência ou pura malvadez!
São pinturas, são coisas, são marasmo sem cor que ficaram para outros resolver…
Num vasto concelho, onde a ética de alguns ultrapassa o discernimento e o bom senso.
É que os sonhos, utopias de alguns que, tentam influenciar outros a tomarem outras atitudes, enganando-os, virando-os, dividindo-os, adulterando-os, ou simplesmente
deita-los ao lixo, sem esperança, sem compressão, mas, envolta em mil interrogações.
Talvez porque as cores do poder a isso obrigue, serem fiéis aos seus, independentemente se tiverem que espezinhar ou maltratar outros.
Nesta demanda, no resoluto da vastidão, sopram ventos fortes neste mar calmo, onde alguns saltimbancos se escondem numa nau á deriva, que segue em desgoverno ao sabor das marés, sem brilho nem pingo de amor.
Para outros, que o povo acredita, são tratados como ralé que vivem nos subúrbios da grande capital. Tais, criam condições para ao mesmo tempo esconderem o que de bom existe, que ignorem ou chamem de deserto…
Para muitos as palavras já doentes de tanta ignorância e egocentrismo que vivem da desgraça alheia, depois de tantos que foram certos escritos, que nada dignificam, mas que tornam loucas todas palavras seguidas…
Onde também algumas loucuras se tornam doces apetitosos, delícias para uns, enquanto que, para outros, os seus doces são, competência, dinamismo, seriedade, honra, sensatez, e ética. Fiel aos seus princípios que muitos depositaram para liderar os seus destinos num concelho de elevado desenvolvimento e progresso bem sustentado.
Enquanto que alguns, doentes e moribundos desconheçam as suas próprias patologias…
Para que possamos viver melhor, em felicidade, harmonia, e claro com muito amor.
Até porque para as doenças do passado, o executivo encontrou o antídoto para a sua cura….


Saudações Alcochetanas

07 abril 2010

Mentira usada – Verdade esquecida!

Na edição de 12 de Março do Jornal do Montijo, a Sr.ª. Deputada Municipal Paula Pereira num artigo de opinião, muito ao jeito do Partido que representa, descreveu de forma arguta aquilo a que apelidou de manifestação discordante numa marcha tenebrosa contra os trabalhadores preconizada pelo Partido Socialista com assento na Assembleia Municipal de Alcochete.
Como devem imaginar, algo não está correcto até porque para este grupo do qual me orgulho de pertencer, em primeiro lugar estão as pessoas, sejam elas da classe operária ou não. Por isso, face ao exposto pela Sr.ª. Deputada, convenço-me de que a mesma está restrita nos seus pensamentos, o que me preocupa até pelos anos que dispõe no meio político.
Em primeiro lugar deve a Sr.ª. Deputada estar com mais atenção aos assuntos discutidos na Assembleia, até porque na Moção de Solidariedade com os Trabalhadores da Administração Pública, a bancada do PS votou contra e efectuou declaração de voto, explicando os motivos de tal decisão, ao contrário do que afirma a Sr.ª. Deputada no seu respectivo artigo e igualmente ao contrário do que é afirmado neste blogue num texto de autor. Como é do conhecimento geral, Moção significa Proposta e muitas das vezes, apesar de concordar com a sua essência, podemos não concordar com a forma como a mesma é apresentada e nos casos apresentados em concreto foi exactamente o que se passou.
Em minha opinião, não acho correcto utilizarmos os trabalhadores para fazermos politica, devemos com toda a convicção defender os seus direitos, prezando a qualidade e eficiência do trabalho e sobretudo conscientes de que esta tarefa beneficia os munícipes e a comunidade em que estamos inseridos.
Esta não é certamente a minha forma de encarar a politica e muito menos estar de forma permanente a utilizar exemplos do passado socialista em Alcochete. Não é que me transtorne tais situações, até porque a obra realizada está bem visível aos olhos de todos, o que me preocupa é que por vezes com a mentira usada, fica a verdade esquecida!
Ninguém é perfeito, naturalmente existem erros cometidos, e entendo ser uma virtude reconhecer quando se erra. Agora insistir constantemente em apontar o dedo a um passado, creio que tal apenas acontece para desviar atenções do que é realizado no presente. Eu bem que o poderia fazer, até porque existem tomadas de decisões preconizadas por anteriores executivos CDU que em nada dignificaram esta vila e os seus descendentes, mas limito-me a encarar o presente olhando com preocupação para o futuro.
Diz a Sr.ª. Deputada nesse seu artigo que a Bancada da CDU continuará a estar ao lado de quem trabalha, pois a Bancada do PS de Alcochete nunca deixou de acompanhar os trabalhadores da Administração Pública, creiam no entanto que de forma diferente dos seus opositores políticos. Não nos revemos nos termos políticos utilizados para a defesa seja do que for, somos diferentes, o que não significa que estejamos contra os trabalhadores, até porque todos nós, antes de desempenharmos funções de Deputados também somos todos trabalhadores.
Meus caros amigos, é fácil dividir para reinar, se isto é fazer politica, então seguramente eu devo estar completamente enganado no esforço a que me proponho para munir a minha terra de melhores condições de vivência.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com

01 abril 2010

Contra os Munícipes, taxar, taxar!

A criação de Taxas em qualquer município deve fundamentalmente respeitar o princípio da prossecução do interesse público local e visa a satisfação das necessidades financeiras das autarquias locais e a promoção de finalidades sociais e de qualificação urbanística, territorial e ambiental. Tendo como base de sustentação os presentes alicerces e a fim de evitar situações de carácter indefinido e de transparência duvidosa, surgiu a imperiosa necessidade da criação de critérios uniformes na aplicação das Taxas Municipais. Sendo assim surge a Lei nº.53-E/2006 de 29 de Dezembro aprovada em plena Assembleia da República e que obriga única e exclusivamente as autarquias a fundamentar os aumentos taxados do ponto de vista económico-jurídico, de forma a que quem paga possa de facto saber o que está a pagar, não sendo imputados quaisquer limites máximos ou mínimos. Esta é uma decisão politica atribuída ao executivo camarário que estabelece a proporcionalidade pretendida, por vezes exagerando em determinados aspectos quando podia ser mais racional, atendendo inclusive ao período sócio-económico que atravessamos.
Na discussão do presente assunto, na reunião do executivo de 17 de Março e na última Assembleia Municipal, que decorreu no passado dia 26 de Março, os vereadores e deputados do PS detectaram não só aumentos desmesurados no Regulamento apresentado para discussão e votação, assim como verificaram com surpresa que o Projecto de Regulamento de Taxas e Licenças Municipais que foi submetido a discussão pública, através da sua publicação no Diário da República, 2ª Série, de 21 de Dezembro de 2009 (páginas 51486 e seguintes), não era o mesmo que o executivo camarário submeteu à aprovação da Assembleia Municipal.
Ora, nos termos do disposto no artigo 118.º do Código do Procedimento Administrativo, o órgão competente deve, em regra, submeter a apreciação pública, para recolha de sugestões, o projecto de regulamento, o qual será, para o efeito, publicado na 2.ª série do Diário da República ou no jornal oficial da entidade em causa.
Deste modo, não tendo sido recepcionadas quaisquer propostas resultantes da consulta pública e tendo o executivo camarário alterado o projecto de regulamento de taxas que fez publicar no Diário da República, depois da publicação naquele jornal oficial, deve fazer publicar novamente o projecto de regulamento de taxas em Diário da República ou no jornal oficial da entidade, de modo a que os munícipes tenham conhecimento das alterações efectuadas, algumas das quais na ordem dos 100% e mais.
De acordo com o ponto 3 do mesmo artigo do Código do Procedimento Administrativo, refere-se, que no preâmbulo do regulamento dar-se-á menção de que o respectivo projecto foi objecto de apreciação pública, o que de facto acontece, mas não é verdadeiro porque este projecto apresentado em Assembleia Municipal de 26/03/2010 não esteve em apreciação pública.
Como se isto não bastasse e tendo em consideração que as taxas não devem ultrapassar o benefício que é auferido pelo particular e que não devem ultrapassar também o custo da actividade pública local, o que não se verificou na proposta apresentada, já que encontramos muitos quantitativos de taxas que se revelam manifestamente desproporcionais. Como sucede, por exemplo, com o Abastecimento de Água e Salubridade, com um aumento médio na ordem dos 80%, com o Cemitério, onde por exemplo uma inumação em sepultura temporária sofre um aumento de cerca de 500% e em sepultura perpétua de 450%, nos Equipamentos de Uso Colectivo onde os Pavilhões Desportivos sofrem um aumento médio de cerca de 165% em todas as taxas, com especial destaque para as Escolas e IPSS do concelho que vêem as suas taxas aumentadas em cerca de 160%, passando de 7,30€ para 19,10€, ou o Autocarro Municipal, onde o preço do Km aumenta cerca de 230% e o motorista por hora tem um acréscimo de cerca de 90%, em horário de trabalho, 77% em horas extraordinárias ou 79% em período de descanso semanal. Estes são apenas alguns exemplos, porque podíamos referir outros, que entretanto julgamos extemporâneos por se tratar de aumentos desproporcionais da realidade em que estamos inseridos, por isso votámos contra a alteração do Regulamento de Taxas/Licenças Municipais.

Fernando Pinto
Deputado Municipal Independente eleito pelo PS
bancadapsalcochete@gmail.com